Os The National tocaram ontem, em Guimarães, no Festival Manta. Já tocaram inúmeras vezes em Portugal, mas quase sempre a Sul, pelo que foi a primeira oportunidade que tive de ver uma das minhas bandas preferidas ao vivo!
Para quem não conhece o Festival Manta, é organizado pelo Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Faço aqui publicidade porque de imediato fiquei fã: boa organização, bom formato (apenas um concerto por dia, permitindo uma duração “normal” em vez dos 60 minutos habituais em festivais) e um preço que considero pouco mais que simbólico – os bilhetes custam uns meros € 10 por dia, ou €25 para os três dias. Vão se puderem hoje – tocam os Rinôçérose – que eu hei-de voltar em anos futuros!
Para além disso, há a localização. Os concertos têm lugar no jardim de um palacete já centenário, cenário bucólico e intimista na última luz do crepúsculo de uma noite de Verão.
Ideal portanto para uma banda como os The National, que não desiludiram. Devo dizer que não me deslumbraram, mas as minhas expectativas já eram bastante altas e foram cumpridas. As habituais músicas intimistas, ora lentas ora aceleradas, as letras a reflectirem todo um mal de vivre urbano pós-depressão e pós-relacionamento amoroso mal sucedido, ou simplesmente as agruras, incongruências e ironias da vivência urbana pós-modernista.
Underline everything, I’m a professional in my beloved white shirt
I’m going down among the saints
Raise our heavenly glasses to the heavens! Squalor Victoria! Squalor Victoria!
Vivam portanto os The National!
Ainda por cima, no fim, a cereja no topo do bolo: alguns dos membros da banda, apenas findo o concerto, deslocaram-se à parte lateral do palco para darem autógrafos, conversarem com os fãs, fumarem connosco, beberem uma cerveja connosco… Memorável.



